Eu não vou mentir, estou aqui parado em frente a tela do notebook sem saber o que escrever, por isso estou escrevendo essa introdução meio...

Orgulho de ser LGBT?

Eu não vou mentir, estou aqui parado em frente a tela do notebook sem saber o que escrever, por isso estou escrevendo essa introdução meio sem sentido.
Olá, pessoal. Como vocês estão? Hoje é Dia Internacional do Orgulho Gay, uma data presente há um bom tempo já. Entretanto, o que ela significa a todos nós? O que ela deveria significar?
Trecho de A Chave para a Salvação
Recentemente, em um grupo do Facebook, foi levantado a questão da parca representatividade em algumas (na maioria) das letras que compõem a sigla LGBT (ou LGBTTQ+). Na questão tínhamos sobre as lésbicas e a pouca, ou nenhuma, visibilidade. Isso me fez pensar em como realmente ainda não temos muitos romances românticos, científicos ou fantásticos com esse seguimento tão importante quanto os demais. E o mesmo ocorre com os/as transexuais, transgêneros e assim por diante.
Foi mais por isso que escrevi A Chave para a Salvação.
Enfim. Pensando em toda essa questão, veio-me em mente o texto que escrevi há um tempo já sobre a importância de personagens LGBTs. Dar visibilidade e mostrar a todos que somos tão (ou mais) normais do que qualquer outro indivíduo (mesmo com nossas diferenças) é extremamente importante, até mesmo para que role uma identificação entre a própria comunidade.
Mas que comunidade?
Há um problema em todo o sistema social, isso não podemos negar. É gente cuidando da vida dos outros, é gente descuidando de si mesma, é gente sobrevivendo em vez de viver, é gente morrendo por doenças psicológicas ou pela marginalização de outrem. É gente morrendo por discursos de ódio, por serem mal compreendidas, por serem simplesmente “diferentes” ou terem gostos contrários. Ou por se vestirem de modo “indecente”, de modo “errado”. Por serem “errados”. Por serem “pecadores”.
Afinal, é o caos que move o mundo, não?
Pois não deveria ser.
Trecho de A Chave para a Salvação
No meio de tudo isso, deveríamos nos unir, todos aqueles que buscam um pouco mais de justiça, e lutarmos para que isso não continuasse em um eterno ciclo vicioso. Não estou dizendo que todos deveríamos vestir macacões à la Viúva Negra e sair quebrando o pau em todo machista ou preconceituoso(a). Cada um de nós possui alguma habilidade, seja discursiva, musical, artística em geral ou como comunicólogos (jornalistas e redatores), e podemos usar essas ferramentas já intrínsecas para levarmos resistência em formas de palavras e imagens.
Mas não é bem isso o que acontece.
Infelizmente, até mesmo dentro de nossas “comunidades” existe preconceito, quando deveria haver empatia. O orgulho de alguns é apenas com relação ao próprio umbigo, e isso nos quebra. Como se viver em uma sociedade que te rebaixa já não fosse suficiente, temos a proeza de fazer o mesmo conosco.
Independentemente de o dia ser do orgulho gay, esse deveria ser o momento de deixarmos nossas diferenças de lado para celebrarmos todas as letras, seja o “L”, seja o “T”, seja o “B”. Todos sofremos com algum tipo de preconceito, seja externo ou interno, e acredito que devíamos abrir mais espaço para que todos simplesmente nos amassemos individualmente e uns aos outros. Porque, querendo ou não, no fim do dia, estamos todos no mesmo barco. Um movimento em prol de uma letra pode ser historicamente importante, mas isso não deveria fazer com que excluísse as demais. A luta pode ter tido início com um gay, mas todos nós lutamos diariamente.
Trecho de A Chave para a Salvação
Então por que ainda privar os outros de se sentirem representados nesse dia, que deve ser lindo, amado e colorido?
O orgulho que devemos sentir, indiferente de preceitos, deve ser em nome de todos. Se não lutarmos por nós mesmos, por uma comunidade sólida, quem então irá?
Eu poderia ficar digitando aqui a noite toda, abordando diferentes temas e arcos (agora que as ideias começaram a aparecer), mas vou deixar para que vocês possam tirar suas próprias conclusões.
Sobre a pergunta do título, por mais que, de forma generalizada a comunidade LGBT não me represente, eu tenho orgulho de ser LGBT. E eu tenho orgulho não por ser “isso” ou “aquilo”, eu tenho orgulho por me manter firme quando as coisas não estão boas; tenho orgulho por ser quem sou, muito além do que a sexualidade pode definir; tenho orgulho por tentar buscar representar todos nós com meus escritos. Eu simplesmente tenho orgulho de ser eu mesmo.
E você, tem orgulho de ser LGBT?
Acima de tudo, tem orgulho de ser quem você é?

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