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Elton Moraes

Escritor Comunicólogo E viciado em café

segunda-feira, 31 de março de 2014

Prólogo de O Cavaleiro da Morte

Olá, pessoal, tudo bom? Esse fim de semana foi um sucesso para mim (que foi meu niver) e para Crônicas de Onyx! Recapitulando: dia 29 de março (sábado) tivemos sorteio de um exemplar físico de O Guardião Imperial, e a vencedora foi Roberta Moraes (e não, não é minha parente - até onde sei). Segundo, o mesmo livro, só que em formato digital, figurou novamente entre os mais vendidos da categoria Fantasia da loja Kindle, ficando em 5º lugar! E pela primeira vez apareci entre os cinco mais baixados gratuitamente com A Espada Elemental, que estava de graça nesse fim de semana, ficando em 3º lugar!
Agora, como havia prometido, depois de tudo que aconteceu no fim de semana, vou postar aqui a capa de divulgação e o prólogo de O Cavaleiro da Morte, terceiro livro da série! Mas cuidado, pode conter SPOILERS sobre um dos personagens da trama citado nos livros anteriores. Boa leitura!


Previsão de lançamento para o
segundo semestre de 2014 na Amazon

Prólogo
Possessão



Quando Nestor Krísllan leu o conteúdo do pergaminho, achou que poderia ser algum tipo de brincadeira.
            Porém, a escrita era clara e direta, passando a impressão de algo importante:

            Nestor Krísllan,
            Desejo sua presença imediata nas colinas além do castelo.
            O assunto é sério.

            Senhora da Noite.

            Suspirou com a ideia de não retornar para casa. Seu trabalho do dia já havia findado e, o que mais queria no momento, era descansar.
            A última camada de neve do inverno chegava aos joelhos de Nestor, quase impedindo que o mesmo prosseguisse. Suas passadas eram lentas e desgastantes. O secretário chegou a pensar em desistir. Mas se alguém deixara um aviso em sua mesa, por que estaria brincando?
            Estava sem fôlego quando chegou à colina. Não havia ninguém ali. Inspirou o ar gélido e sentou-se, precisava recuperar o ar dos pulmões antes de ir embora.
            Engraçado essa colina não ter um nome – pensou de repente.
            E era verdade. As colinas além do castelo não foram batizadas, e Nestor achava aquilo um tanto estranho, já que era um lugar onde as pessoas do Povoado Imperial Crystan costumavam ir para conversar ou brincar. Aquele era o lugar do povo.
            Sacudiu a cabeça e se levantou pronto para partir.
            – Onde você pensa que vai?
            O secretário se virou num salto, assustado. O coração a mil.
            – O que…? Mas… de onde você surgiu? – indagou à mulher que se materializara ao seu lado.
            Ela era alta e robusta. Tinha expressão séria, como a de um guerreiro. Estava vestida com uma capa negra que lhe chegava aos pés, encobrindo toda a extensão de seu corpo. Nestor percebeu a cicatriz que descia da testa, no canto esquerdo, até o canto inferior direito em seu rosto.
            Será que é alguma guerreira da tropa do Imperador Crystan? – pensou. Sabia o quanto as mulheres de batalha eram pouco vistas.
            – Ahn, no que posso ajudá-la, moça – perguntou ele.
            Ela o olhou de soslaio por um momento, logo o analisando de cima a baixo. Corou, sentindo-se avaliado como um soldado para a guerra iminente.
            – Eu gostaria de falar com Nestor Krísllan. – Surpreendentemente, sua voz era calma e doce, o que não combinava em nada com sua expressão.
            – Ahn… Eu sou Nestor Krísllan. Recebi este pergaminho – disse ele, entregando-lhe o papel enrolado.
            Ela avaliou o pergaminho por um momento. Falou:
            – Ah, sim. Então é você mesmo! – Voltou a enrolar o papel e o devolveu. – Eu sou Nyx, prazer em conhecê-lo Nestor.
            A mulher esticou a mão e ele a apertou, havendo uma espécie de consentimento desconhecido entre eles.
            – Bem, meu caro Krísllan, eu fiquei sabendo que esse Povoado anda bem movimentado. É verdade?
            Nestor a fitou perscrutador, franzindo a testa.
            – É que algumas luas atrás a princesa fora raptada, certo? – explicou Nyx. – E teve aquele incidente com Trevys também.
            – Ah, sim! – concordou. – Mas agora está tudo em ordem. As coisas por aqui estão se encaminhando para o lugar certo.
            – Hum, entendo.
            – Por que as perguntas? Você não é daqui, certo? Quer se alistar em nossas tropas?
            Ela sorriu, achando aquilo engraçado.
            – Não, meu querido Nestor. – Nyx olhou para o céu, sorrindo. Já estava anoitecendo e as luas estavam começando a brilhar. – É que, se as coisas estão boas, vão passar a ficar terríveis. Esse Povoado será dizimado em alguns dias.
            Franziu o cenho. Do que aquela mulher estaria falando?
            – O que você quer dizer com isso? – perguntou finalmente.
            – Estou falando que nós vamos tomar este Povoado e o resto do Império, meu querido. E em algumas luas tomaremos o restante do mundo. O que acha?
            Nestor, pasmado, exclamou:
            – O que eu acho? Acho que você está completamente maluca! Não tá falando coisa com coisa. Eu vou-me embora!
            Quando deu as costas para Nyx, esta lhe segurou o braço firmemente. O secretário sentiu a dor atravessar seus ossos, achou que a mulher fosse quebrar seu braço por inteiro.
            – O que está fazendo?! – gritou ele. Sua voz ecoando por toda a extensão das colinas.
            – Cale a boca, garoto! – bradou Nyx. – E agora olhe para mim!
            Não resistiu à sua voz de comando. Ele se voltou para a mulher, ficando ereto, fixando seus olhos nos dela. Nyx olhava fundo em sua alma, hipnotizando-o. Era exatamente o que queria.
            – Quando você quiser, querido – disse, olhando para o lado.
            Atravessando um portal no ar, um garoto pálido e de olhos negros – que mais parecia uma sombra viva – caminhou até ela, fazendo uma pequena mesura.
            – Como vai, senhora? – sua voz rasgava o gelo que era transportado no ar.
            – Bem, meu querido – respondeu a mulher. – Agora, se quiseres fazer as honras…
            O garoto assentiu e, sem hesitar, caminhou até Nestor, ainda imóvel, os olhos vidrados. O demônio não parou, até tocar o secretário. Foi tudo muito rápido. A única coisa que se pôde ver foi um leve tremeluzir na imagem de Nestor enquanto era possuído.
            Flácido, o corpo desabou na neve.
            Nyx piscou, os lábios curvados.
            – Agora só esperar Noméa se acostumar ao corpo humano. – Ela se abaixou e falou no ouvido do secretário caído: – Boa sorte, meu querido.
            A Senhora da Noite se distanciou e gesticulando abriu uma brecha a sua frente. Observou o lugar uma última vez, já preparando mentalmente o próximo passo. Satisfeita, atravessou o portal.
––––
Abriu os olhos. Estavam negros como uma noite sem estrelas.
            Levantou-se, ainda se acostumando com seu novo corpo. Era estranho se apossar de um corpo humano, ainda mais para um ser ainda novo que nunca fizera tal coisa. Contudo, sabia o quanto aquilo que faria seria importante. O demônio olhou para o Povoado Crystan. Deu um passo. Seria fácil se adaptar.

            Era hora de dar início aos planos de sua senhora.

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Elton Moraes
Curitiba, Paraná

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